segunda-feira, 8 de março de 2010

VESTIBULAR

ATUALIDADES

O que professores, cursinhos e vestibulares chamam de “atualidades”?

De uma forma geral são todas as questões retratadas pela mídia durante o ano, temas considerados importantes do ponto de vista político, econômico, cultural, social ou ambiental, que não se encontram nos livros didáticos, ou seja, que não são trabalhados em sala de aula, ensinados didaticamente e que dependem da leitura de jornais e revistas (que podem ser virtuais) e da capacidade para a compreensão dos mesmos.

A mairoia dos vestibulares – das grandes Universidades – elabora seus exames preocupados em melhor selecionar os candidatos e, dentro da perspectiva apontada pela educação nos últimos anos, exigir determinadas habilidades e competências dos estudantes. Isso significa que cada questão de vestibular tem, antes de mais nada, uma preocupação com certa capacidade.
Em História, a maior preocupação não é perceber se o aluno sabe um determinado conteúdo da matéria, mas perceber sua capacidade de trabalhar com esse conteúdo. Não adianta conhecer a história grega passada se não souber o que fazer com esse conhecimento

Dentro dessa perspectiva o vestibular elabora questões que procuram perceber o grau de atualização do estudante. Seja em questões que comparem o passado com o presente – e daí a necessidade de conhecer o presente – seja através de questões de “atualidades”.

O HISTORIANET fará um curso de “atualidades” durante o ano de 2010.
O Objetivo é acompanhar os principais acontecimentos no Brasil e no mundo e faze-los compreensíveis para os estudantes.
Semanalmente as principais questões políticas e econômicas serão apresentadas didaticamente e resumidamente, acompanhadas de um glossário e de pequena análise histórica.

O curso se destina aos vestibulandos e será ministrado em Sâo Paulo as terças-feiras a partir de 14:30h, até as 16:30h, sob a responsabilidade de professor Claudio Recco, coordenador do HISTORIANET

Para maiores informações entre em contato pelo email recco@historianet.com.br


Veja abaixo questões de ATUALIDADES de alguns vestibulares de 2010


Fuvest 2010 - Honduras é um país na América Central, cuja história, assim como a de outros países latinoamericanos, é marcada pela dependência externa política e econômica. Em 2009, Honduras esteve em evidência no noticiário político.
a) Explique por que esse país, bem como outros países da América Central, ficou conhecido como “Republiqueta das Bananas” ou “República das Bananas”.
b) Em junho de 2009, um jornal de grande circulação publicou uma reportagem intitulada: Golpe em Honduras repete roteiro do século XX. Identifique e explique duas características comuns ao golpe ocorrido em Honduras e a outros golpes ocorridos na América Latina, durante o período da Guerra Fria.



FGV 2010 - Após o anúncio pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, de que seu país não renovaria a concessão da base de Manta, os Estados Unidos anunciaram a assinatura de um novo contrato, dessa vez com a Colômbia, para o estabelecimento de bases militares no país. Considerando o atual contexto político da América Latina e a relação entre os governos da Colômbia e dos Estados Unidos, considere as afirmativas abaixo:

I - O governo do Brasil manifestou-se contrário à intenção dos EUA de ampliarem sua presença militar na Colômbia, pois isso significaria trazer para a América do Sul a lógica da militarização, que pode gerar uma corrida armamentista e obrigar outros países a investir na modernização de suas Forças Armadas.
II - Alheios à polêmica, Evo Morales e Cristina Kirchner apoiam o acordo porque rejeitam a tese de que essas bases significam o reposicionamento dos EUA no continente, após a fracassada proposta de criação de uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e a devolução do canal do Panamá em 1999.
III - A Colômbia e os EUA sustentam que a ampliação do acordo militar visa ao combate ao narcotráfico e à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); no entanto, os países da região temem que seja uma manobra estratégica com o objetivo de neutralizar a Venezuela e seus aliados.
IV - Segundo Hugo Chávez, o maior opositor dos EUA na América do Sul, a Venezuela reconhece a soberania colombiana e, por essa razão, solicitou ao presidente Álvaro Uribe garantias de que as tropas norte-americanas terão uma atuação limitada ao território da Colômbia.
V- O estabelecimento de bases militares norte-americanas na Colômbia consolida a presença dos EUA na América do Sul e reacende o fantasma das intervenções armadas na região, como aconteceu na invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em 1961 e a participação de militares americanos na queda de Salvador Allende no Chile, em 1973.
Estão corretas as afirmativas:
a) II, III e V.
b) I, III e V.
c) I e III.
d) I, II e V.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

UFSCar 2010 - Se nem todas as grandes crises econômicas, como a atual, que, periodicamente acometem o capitalismo, levam a uma transformação no seu funcionamento, todas as grandes transformações pelas quais ele passou foram desencadeadas por uma grande crise.
Situe historicamente e explique as crises que levaram ao chamado capitalismo
a) com participação estatal (keynesiano).
b) desregulado (neoliberal).


UNESP 2010 - Um editorial do jornal Folha de S.Paulo gerou polêmica e protestos no início de 2009. No entender do editorialista (...) as chamadas “ditabrandas” – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça (...). (Folha de S.Paulo, 17.02.2009.)
O termo “ditabranda” reporta-se ao
a) golpe político aplicado por Getúlio Vargas; encerramento da chamada República Velha; repressão ao Partido Comunista; políticas econômicas de cunho nacionalista; suicídio de Vargas e divulgação da carta-testamento.
b) período do coronelismo na política brasileira; ocorrência de fraudes nas eleições, através do chamado voto de cabresto; polícia política constituída por capangas e jagunços.
c) período de Juscelino Kubitschek; imposição do crescimento econômico através da industrialização; slogan governamental “50 anos em 5”; tempo de democracia restrita, com voto censitário.
d) golpe político-militar que instalou a ditadura; imposição de Atos Institucionais; extinção dos partidos existentes; instituição do bipartidarismo – ARENA e MDB; repressão à oposição e censura à imprensa.
e) período de redemocratização; eleições diretas para o executivo, legislativo e judiciário; urbanização acelerada e enfraquecimento do poder dos presidentes da república.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

AMOR ATRAVÉS DOS TEMPOS


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MAIS UMA GUERRA DAS MALVINHAS???


Como atualmente a situação econômica dos nossos hermanos não vai muito bem... nada melhor do que uma questão nacional. Algo que una todos em nome de uma causa e desvie as atenções de problemas econômicos pontuais.

Dessa forma, presidenta kirshner entra em confronto, mais uma vez, e de forma justa, pela soberania do território argentino.

Veja como se deu a GUERRA DAS MALVINAS na década do 1980.

As ilhas Malvinas, arquipélago situado a cerca de 500 quilômetros da costa argentina, foi palco de uma dais mais curtas, sangrentas e desnecessárias guerras que aconteceram no século XX. A região foi ocupada pelos britânicos desde o século XIX e integrava uma parcela mínima dos vastos territórios que compunham o imenso império britânico. Após a Segunda Guerra, mesmo com o processo de descolonização, a região sul americana se manteve sob a tutela inglesa.

Chegada a década de 1980, com quase um século de dominação britânica no arquipélago, a ditadura militar que controlava a Argentina decidiu promover um plano de controle sob o território. É importante ressaltar que nessa época, a ditadura argentina – então comandada pelo general Galtieri – se via pressionada pelos problemas sociais e econômicos que colocavam a população contra o governo. Dessa maneira, o plano seria uma forma desesperada de recuperar a imagem do governo por meio da guerra.

Um pouco antes do começo da guerra, o alto comando do governo argentino elaborou a Operação Rosário como forma de planejar as estratégias empregadas por suas forças militares. Paralelamente, no plano político internacional, os argentinos acreditavam que teriam o apoio dos Estados Unidos para reaver o território das Malvinas ou que os ingleses iriam abrir mão da ilha por meio de uma rápida negociação diplomática. No entanto, os planos do governo Galtieri não saíram como o esperado.

Em março de 1982, uma frota de navios mercantes escoltada por embarcações militares começou a rondar o arquipélago. Desconfiando daquela estranha manobra, as forças britânicas que zelavam pela proteção da ilha exigiram que aquelas embarcações se afastassem imediatamente do território inglês. Essa pequena indisposição acabou servindo de pretexto para que as forças argentinas declarassem guerra à Inglaterra realizando a invasão das Malvinas no dia 2 de abril daquele mesmo ano.

O conflito nas Malvinas, apesar de sua pequena extensão territorial, exigia que as forças militares envolvidas estivessem preparadas para enfrentar o clima hostil marcado por nevadas e chuvas constantes. A primeira invasão realizada pelos argentinos foi vitoriosa e resultou no controle de Port Stanley, que, com a conquista, mudaram o nome da cidade para Puerto Argentino. Enquanto o regime propagandeava sua vitória na mídia, os ingleses tentaram negociar uma retirada pacífica dos militares argentinos.

Mediante a negativa do governo Galtieri, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher ordenou a preparação das forças britânicas para um conflito contra os argentinos. A evidente superioridade bélica inglesa poderia antever o resultado deste conflito. Após uma fase de relativo equilíbrio entre as forças militares envolvidas na guerra, o lado britânico colocou em ação a chamada Operação Sutton, enviando um grande número de armas e fuzileiros para participar da guerra.

Aproveitando dos acidentes geográficos que tomavam todo o arquipélago, os argentinos organizaram um contra-ataque aéreo comandado pela Fuerza Aérea Sur. Utilizando de mísseis Exocet, os argentinos conseguiram abater duas embarcações britânicas. Apesar disso, as maiores derrotas argentinas aconteceram em terra, quando os britânicos não tiveram maiores dificuldades para vencer um exército numeroso, porém extremamente mal preparado.

Em pouco tempo, os ingleses organizaram um cerco à cidade de Port Stanley. A vitória dos ingleses aconteceu durante o mês de junho de 1982. A falta de armamentos potentes e o preparo tático dos ingleses impeliram as tropas argentinas a se entregarem sem oferecer maior resistência. No dia 14 de junho de 1982, a Inglaterra tinha finalmente restabelecido sua hegemonia sob as Ilhas Falkland, nome oficialmente dado pelos ingleses à região.

Após o conflito, a galopante crise inflacionária – que então batia na casa dos 600% ao ano – e os movimentos populares contra a repressão militar causaram a queda da ditadura argentina. Em um brusco processo de redemocratização, os argentinos depuseram Galtieri e, no ano seguinte, realizaram as eleições que levaram Raúl Alfonsín ao poder. Na Inglaterra, o conflito fortaleceu a imagem política de Margaret Thatcher, que conseguiu se reeleger como primeira-ministra.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O QUE ESTUDAR PRA UERJ???


OLHA AI O CONTEÚDO QUE CAIU NOS ÚLTIMOS ANOS PRA HISTÓRIA LÁ NA UERJ!!!

HISTÓRIA


ORIENTAÇÃO GERAL
O ensino da História deve possibilitar ao homem uma compreensão do tempo vivido. Assim sendo, constitui-se em um exercício de reflexão e de crítica, pois são esses instrumentos que formam, em nós, um espírito cotidiano que se volta para “informar nosso julgamento sobre o que vemos e ouvimos” (Pierre Villar).
Com este programa, busca-se uma via que dialogue com a sequencialidade dos conteúdos apresentados no ensino básico sem, contudo, abrir mão de uma perspectiva investigativa que permita ao candidato perceber os meandros da construção do conhecimento histórico, a relação multifacetada entre passado e presente que se estabelece em sua constituição. Além disso, busca-se também compreender a dimensão cognitiva do processo de ensino-aprendizagem de História nos ensinos fundamental e médio e a posição de relativa autonomia do saber histórico escolar que se relaciona com o conhecimento histórico acadêmico sem com ele se confundir.
Os cinco eixos − Construção e apogeu da modernidade ocidental (XV-XVI), Consolidação e crise do Antigo Regime (XVII-XVIII), O longo século XIX (1815-1914), O tempo da Guerra Total (1914-1945), Da Guerra Fria ao mundo do tempo presente (1945-2001) − selecionam um conteúdo programático de História que tem como balizas temporais a construção da modernidade ocidental e uma reflexão sobre as principais problemáticas do tempo presente. Os eventos e processos selecionados serão abordados de modo a levar o candidato a estabelecer relações entre o social, o político, o econômico, o cultural e o ideológico, numa perspectiva
espaço-temporal, possibilitando, desse modo, que ele apreenda as conjunturas históricas em toda a sua trama.


O Exame Discursivo de História visa a verificar no candidato sua capacidade de operacionalizar dados objetivos do conhecimento produzido no âmbito do saber histórico escolar, ultrapassando o nível da simples memorização de nomes e datas, de analisar e interpretar textos escritos ou imagéticos, articulando-os a noções, princípios e visões de mundo do contexto em que foram
produzidos. Visa também a desenvolver explicações sobre determinados contextos históricos e conceitos fundamentais para compreensão do processo histórico, a caracterizar múltiplas durações do tempo histórico e a contemplar os ritmos distintos das mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais e mentais.

PROGRAMA


1. Construção e apogeu da modernidade ocidental (XV-XVI)
• Expansão marítima e comercial europeia: entre o Mediterrâneo e o Atlântico
• Os processos de consolidação da expansão europeia na América, África e Ásia: resistência, aceitação e assimilação
• As sociedades ameríndias e africanas
• O Brasil colonial: estrutura social, política, econômica e cultural
• Mercantilismo: práticas e discussões teóricas
• Formação do Estado Moderno europeu: os casos de Portugal, Espanha, França e Inglaterra
• Reformas religiosas: entre a mudança e a conservação
• Humanismo e Renascimento: manifestações artísticas, filosóficas e intelectuais

2. Consolidação e crise do Antigo Regime (XVI-XVI)
• Os modelos clássicos de Antigo Regime: França e Inglaterra
• As Revoluções Inglesas: origens, motivos e desdobramentos
• A Revolução Científica: características, possibilidades e limites
• Ilustração e Despotismo Esclarecido: os modelos clássicos e suas realizações
• Críticas ao Mercantilismo: fisiocracia e liberalismo
• A Revolução Industrial: conceito, fatores, desdobramentos e a cultura do capitalismo
• A crise do Antigo Regime e a Revolução Francesa
• O sistema colonial em questão: a Independência das 13 Colônias, a revolução no Haiti, a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana
• A expansão napoleônica na Europa e a corte portuguesa nos trópicos

3. O longo século XIX (1815-1914)
• A independência das Américas Espanhola e Portuguesa
• Restauração e revoluções na Europa e na América: 1820 a 1848
• A consolidação do Brasil independente: política, economia, sociedade e cultura entre a tradição e a modernidade
• A consolidação capitalista dos Estados Unidos: a Guerra de Secessão, a expansão geográfica e a política em relação à América Latina e à Ásia
• Romantismo, Realismo, nacionalismo e a construção do Estado-Nação
• O desenvolvimento desigual do capitalismo no final do século XIX: transformações econômicas e tecnológicas e as relações centro-periferia
• O movimento operário e as novas ideias: socialismo, anarquismo, comunismo e o pensamento social-católico
• O Brasil da monarquia à república: Guerra do Paraguai, crise do escravismo, imigração, liberalismo, positivismo e questão
republicana
• A questão popular na transição para a república no Brasil: trabalhadores, camponeses e manifestações populares
• Oligarquias e sociedades agroexportadoras nas Américas; Argentina, Brasil e México

4. O tempo da Guerra Total (1914-1945)
• A guerra em dois movimentos: 1914-1918/1939-1945
• Os acordos de paz e os processos de consolidação da hegemonia norte-americana
• Ideologias em movimento, reformas e revoluções: a Revolução Russa, a Revolução Alemã, a Guerra Civil Espanhola, a emergência dos fascismos e os nacionalismos
• A sociedade liberal: a crise de 1929, o New Deal e os modelos de intervenção estatal na Europa e nas Américas
• Crise das oligarquias: Estado e industrialização na América Latina: Argentina, Brasil e México
• Vanguardas e modernismos: literatura, artes plásticas, cinema e arquitetura

5. Da Guerra Fria ao mundo do tempo presente (1945-2001)
• Guerra Fria: conceituação e consequências nas sociedades do pós-guerra
• Nacionalismo, terceiro-mundismo e anticolonialismo
• Desenvolvimento e industrialização na América Latina
• As ditaduras civil-militares na América Latina: modelo, constituição, natureza e transições democráticas
• As redemocratizações tardias na Europa: Portugal, Espanha e Grécia
• As sociedades afro-asiáticas contemporâneas: Oriente Médio, África do Sul, Japão e China
• Os movimentos contestatórios dos anos 60 e 70: hippies, Panteras Negras, revolução sexual, pacifismo e movimentos ecológicos
• Desenvolvimento e declínio das sociedades industriais: Europa e Estados Unidos
• Apogeu e crise do socialismo real
• A formação dos blocos culturais e econômicos: a União Europeia e o Mercosul
• Movimentos hegemônicos e contra-hegemônicos no mundo contemporâneo: as manifestações antiglobalização, o ressurgimento dos nacionalismos, secularização e religiosidade

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Concurso para a PMERJ

Como o edital ainda não saiu. Os cursos tem se baseado nos editais de MG e Brasília. Dê uma olhada e comece a estudar!!!

CONTEÚDO DE HISTÓRIA


MINAS GERAIS

HISTÓRIA DO BRASIL
1. A Era Vargas. 2. A terceira República 3. O Regime Militar e A Nova República.
4. Situação econômica pós 1964. 5. Redemocratização do país. 6. Diretas Já. 7. A Nova
República. 8. Governo Sarney. 9. Governo Collor. 10. Governo Itamar e a eleição de
Fernando Henrique Cardoso. 11. Governo Fernando Henrique Cardoso. 12. Eleição e primeiro
mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 13. A sociedade brasileira na atualidade.


Sugestões de Referências: SCHMIDT, Mário. Nova Historia Critica do Brasil Soc. Cult.500
anos de história mal contada. Ensino Médio. São Paulo: Nova Geração, 2005. REZENDE,
Antônio Paulo; DIDIER, Maria Thereza. Rumos da história: história geral e do Brasil.
Volume único: ensino médio. São Paulo: Atual, 2005.



BRASÍLIA

História do Brasil
1. A sociedade colonial: economia, cultura, trabalho escravo, os bandeirantes e o s jesuítas. 2. A
independência e o nascimento do Estado brasileiro. 3. A organização do Estado monárquico. 4. A vida intelectual, política e artística no século XIX. 5. A organização política e econômica do Estado
republicano. 6. A Primeira Guerra Mundial e seus efeitos no Brasil. 7. A revolução de 1930. 8. O
Período Vargas. 9. A Segunda Guerra Mundial e os seus efeitos no Brasil. 10. Os governos
democráticos, os governos militares e a Nova República. 11. A cultura do Brasil Republicano: arte e literatura. 12. História de Brasília: principais fatos que antecederam a criação de Brasília, os governos do Distrito Federal e a conquista da autonomia política.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

+ 2016: Jornal O Globo de 28/10/2009


+ 2016, ou Começou a farra?


POR ANDREA GOUVÊA VIEIRA*

Quem é o pai do projeto que muda todas as regras urbanísticas dos bairros da Zona Oeste onde serão realizadas a Copa do Mundo e as Olimpíadas?A Prefeitura diz que não se manifesta, diz que não é dela a proposta e nem diz se gosta ou não gosta. Mistério.

Quem assumiu a autoria - comissões permanentes da Câmara Municipal - não tem condições técnicas para propor algo dessa envergadura.Isso nos leva a acender o sinal vermelho. Se começamos assim, sem transparência numa decisão tão importante, que envolve milhares de pessoas e bilhões de reais, como chegaremos a 2014 e 2016?A quem interessa o silêncio e a aprovação, a toque de caixa, de um projeto sem autor, publicado na terça-feira (anteontem) no Diário Oficial da Câmara (são 23 páginas, cheias de anexos e tabelas) e votado em sessão extraordinária?HOJE tem sessão extraordinária de novo. E o que vai acontecer?Se a sociedade está preocupada com o futuro da cidade e a seriedade dos eventos que virão, precisa cobrar uma posição clara dos vereadores e do prefeito.

*Andrea Gouvêa Vieira é vereadora do PSDB na Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

RIO 2016

"Na China fizeram o Ninho de Pássaros. No Rio vão fazer o Ninho de Ratos"


A frase acima é do Juca Kfouri e eu copiei no blogger do Alberto Murray. Recomendo a leitura.

O link está no corpo do blogger!






A imagem ao lado: ASSALTO COM VARA!!


terça-feira, 20 de outubro de 2009

GUERRA DOS 30 ANOS



A Europa do século XVII encontrava-se em uma nova configuração onde várias nações tinham o interesse em ampliar seus poderes no continente por meio da conquista de novos mercados e territórios. Contudo, o despertar da concorrência entre as várias monarquias centralizadas, firmadas entre a Idade Média e a Idade Moderna, provocou vários conflitos e guerras. Foi nesse contexto que observamos a ocorrência da Guerra dos Trinta Anos, desenvolvida entre 1618 e 1648.

Para dar uma breve noção dos motivos que desenvolveram essa guerra devemos citar a situação do Sacro-império Germânico após o desenvolvimento das reformas protestantes. Naquela região, marcada como berço da Reforma, haviam diferentes reinos dirigidos por príncipes de orientação católica e protestante. Essa diversidade muitas vezes implicava em uma grande tensão política onde os reis de uma determinada região não aceitavam a prática de uma religião contrária à sua fé particular.

Um exemplo dessa situação aconteceu quando o imperador Rodolfo II passou a combater o protestantismo por meio da destruição de igrejas e a promoção de leis que reforçavam o poderio católico na região. Em pouco tempo, os príncipes protestantes reagiram à imposição criando a Liga Evangélica, que combatia os desmandos promovidos pela intolerância religiosa real. Do outro lado, os monarcas católicos germânicos criaram a Liga Sagrada, apoiada por outras monarquias ligadas à Igreja Romana.

A intransigência dos reis católicos na Boemia foi sentida com maior força, pois essa região do Sacro-Império era de maioria católica. Em maio de 1618, os protestantes promoveram um levante na cidade de Praga, que acabou despertando o interesse de outras nações anticatólicas em impedir a ampliação do poder dos Habsburgos, dinastia germânica interessada em combater o protestantismo no Sacro-Império e ampliar seu domínio político-territorial.

Inicialmente, as tropas que compunham a liga Sagrada conseguiram se sobrepor aos exércitos protestantes e, com isso, a dinastia Habsburgo desfrutou de um grande território controlado por uma monarquia centralizada e apoiada pela Igreja Romana. Dessa forma, o surgimento desse poderoso e agressivo poder acabou despertando a preocupação de outras nações européias que defendiam o protestantismo ou temiam a consolidação de uma forte concorrente no cenário mercantilista.

A Dinamarca foi a primeira nação que se manifestou contra o grande reinado católico que se formava no Sacro-Império. Paralelamente, os holandeses também apoiaram a reação protestante ao dispor de armas e exércitos que lutaram ao lado dos príncipes protestantes germânicos. Claro que por de trás dessas disputas havia o interesse dinamarquês em recuperar ducados que sofriam a intervenção dos monarcas católicos do Sacro-Império Germânico. Entre 1625 e 1627, novas lutas reafirmaram a superioridade dos exércitos da Liga Sagrada.

Dessa maneira, a supremacia dos Habsburgo foi instituída com a dominação sob os territórios e bens dos protestantes que, com a assinatura da Paz de Augsburgo, em 1555, haviam tomado posses católicas. O evento enfraqueceu o poderio econômico do Estado dinamarquês e despertou a preocupação da Coroa Francesa, que negociou a entrada das tropas suecas na luta contra os Habsburgos com a promessa de ceder territórios que garantiriam sua hegemonia na região báltica.

Nessa nova empreitada, os exércitos suecos liderados sob a rígida disciplina do rei sueco Gustavo Adolfo conseguiu expressivas vitórias que contavam com o apoio dos príncipes alemães protestantes. Com isso, os católicos tenderam a negociar o fim dos conflitos para que o equilíbrio político no Sacro-Império pudesse preservar em condições básicas o poderio dos católicos. Dessa maneira, os protestantes conseguiram renegociar algumas perdas impostas pelo Édito de Restituição.

A partir de então, os franceses resolveram intervir diretamente no conflito declarando guerra contra os Habsburgos e todas as monarquias que fossem aliadas dos católico-germânicos. O poderoso exército francês conseguiu aniquilar todas as forças inimigas que, mesmo com as sucessivas derrotas, não estavam dispostas a se render. A essa altura a guerra perdeu toda a sua motivação religiosa ao ver a França, nação tradicionalmente católica, lutando contra outras nações que professavam a mesma fé.

O tratado de Westfália (1648), negociado nos anos finais da guerra, pretendia acabar com o conflito que mobilizou quase toda a Europa. A França, extremamente beneficiada com o acordo, obrigou os Habsburgos a levarem seu projeto expansionista em direção ao Império Turco-Otomano e obteve domínio sob as regiões do Rossilhão, Alsácia e Lorena. Além disso, nações como a Suíça e a Holanda (Países Baixos) conseguiram consolidar a independência de seus estados.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A MÍDIA MANIPULA CONTRA O MST


Mais uma vez a mídia tendenciosa parte pra agressão contra o MST, e defende o antigo modelo do PLANTATION* com a "coitadinha" da exportadora de suco de laranja. O latifúndio ocupado pela empresa, é contestado na justiça, pois o INCRA alega já ter comprado esse território para a reforma agrária, e através da grilagem os laranjais foram plantados.


Segue o texto de um dos dirigentes do MST:

*PLANTATION:

Mão-de- obra escrava (atualemente mecanização do campo)

Latifúndio

Monocultura exportadora



As laranjas e o show 7 de outubro de 2009

Por Gilmar Mauro

Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"

É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.

Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!

Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.

Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra:

a) Produzir na terra;
b) Respeitar a legislação ambiental e
c) Respeitar a legislação trabalhista.

Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.

Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas socias.

A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens.

Gilmar Mauro é integrante da coordenação nacional do MST.